A verdade é que, sempre, ao longo dos tempos existiu necessidade de se organizar os registos das actividades levadas a cabo pelas pessoas, contudo com o evoluir das tecnologias a forma como este armazenamento é feito foi sofrendo alterações, isto é, foi-se modernizando. Esta evolução vem surgindo através das sociedades industrializadas, tornando-se com a descoberta e evolução das novas tecnologias numa Sociedade de Informação.
No que respeita à arquivística, esta é dominantemente marcada pelo seu pragmatismo, visto que esta disciplina teve como base casos práticos que com o passar do tempo foram analisados pela teoria. Os documentos que constituem um arquivo, resultam da actividade humana.
Inicialmente, o arquivo era visto como um local onde se armazenavam documentos produzidos pela administração e que possuíam valor jurídico. Posteriormente, os documentos de arquivo eram reconhecidos como instrumentos de poder, e o seu significado histórico ia de encontro ao acervo documental acumulado. Na realidade, este conjunto de documentos simultaneamente com os avanços nas tecnologias e a necessidade informacional previa-se uma revolução na arquivística. E assim se sucedeu, aparece a gestão de documentos arquivísticos assim como a sua organização.
Com esta mudança, os arquivos passam a ser olhados como um sistema de informação e as ferramentas tecnológicas torna-se ferramentas imprescindíveis na sua gestão.
Com a concepção de documentos através de meio electrónico, é levantada uma questão bastante pertinente, a sua autenticidade e fidedignidade. Poderá ainda atribuir-se valores probatórios e jurídicos a estes documentos?
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