Os Arquivos Municipais dos Distritos de Lisboa e Santarém e o Acesso à Informação.

 

No âmbito de um trabalho universitário, fizemos uma investigação sobres os arquivos Municipais dos distritos de Lisboa e Santarém, entre vários aspectos que tínhamos para investigar o acesso à informação através das novas tecnologias de informação foi o que mais nos entusiasmou, desta forma passamos a expor algumas conclusões por nós tiradas.

De salientar que a informação obtida é fruto da contribuição e disponibilidade de funcionários de algumas destas instituições, podendo assim existir outras informações de interesse, mas, que não nos foram fornecidas pelos respectivos arquivos municipais.

 

As respostas aos inquéritos por nós realizados, na tentativa de perceber melhor a organização dos arquivos municipais dos distritos de Santarém e Lisboa, não foram em grande número. Para tentar ultrapassar este obstáculo, efectuamos então várias chamadas telefónicas onde obtivemos respostas verbais que nos elucidaram quantos à existência de serviço arquivo ou não nos vários municípios, bem como sobre os instrumentos de acesso existentes.

Desta forma conseguimos perceber que há municípios no Distrito de Lisboa como o Município Lisboa, Município de Mafra, Município da Lourinhã, Município de Sintra, Município de Torres Vedras e Município de Cascais, que já apresentam serviço de acesso público à informação nos seus arquivos, alguns deles até serviço on-line de excelente qualidade, como é o caso do Arquivo Municipal de Lisboa.

Nestes Municípios onde o arquivo é voltado para a recuperação/utilização da informação, é possível verifica sentido arquivístico na organização e descrição dos seus fundos documentais, de salienta que estes também dispõem de mão-de-obra especializada na área da arquivística, é notável também já uma grande aposta nas novas tecnologias existentes para a descrição arquivística, bem como para a recuperação e acesso à informação.

Foi possível então depreender que no distrito de Lisboa os municípios que já encaram o arquivo como um serviço público e que dispões de recurso humanos e financeiros para nele trabalhar, já apresentam um tratamento da informação com sentido arquivístico, respeitando a ordem e o principio pelos fundos, encarando o arquivo administrativo como uma estrutura orgânico funcional, fazendo descrição arquivística pelo menos ao nível dos fundos.

 

Relativamente ao distrito de Santarém a situação e semelhante, de destacar que houve bastante dificuldade em contactar algumas câmaras e esclarecer as nossas questões, visto que muitas não dispunham de serviço de arquivo público e não estavam sensibilizados para responder a varias das nossas perguntas.

As conclusões tiradas são semelhantes ao distrito de Lisboa, há municípios que dispões de arquivo com serviço público, e que estão sensibilizados para as práticas arquivísticas, e outros sem recursos para efectuar tal serviço. Nos municípios deste distrito que dispõe de serviço de arquivo o processo de modernização está, na maioria das vezes, ainda a decorrer. Através de algumas pesquisas, foi-nos possível perceber que vários municípios se candidataram ou mostraram interesse em candidatar-se ao PARAM.

 

Caros colegas e demais interessados, gostaríamos de deixar em aberto a seguinte questão. Existirá espaço para os futuros Arquivistas nos Arquivos Municipais?

 

1 Comentário(s)

  1. Como sempre a centralização e notável no nosso país…mas o grande problema desta desigualdade na implementação de sistemas integrados, para o tratamento e gestão da informação dos arquivos municipais, passa também pela valorização que cada município dá ao serviço de arquivo público. Como já referiram neste espaço, existem programas subsidiados como o PARAM mas, dada a sua burocracia desencorajam os menos “lutadores”.


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